sexta-feira, 20 de novembro de 2009

futuro...

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futuro?
meu futuro é o agora,
ou o imediatamente após.
quero viver toda a felicidade,
de colher o que plantei.

Plantei imaginações, plantei sonhos
colho realidades e sensações.
Vivo todo o prazer,
que a imaginação me entregou.
e a realidade colhida, deixa eu ter.

Não me importa colecionar saudades ,
e nem viver a ansiedade
de uma velhice de recordações,
ou "angustiar" uma medrosa solidão.
Não quero juntar moedas de felicidade,
em um cofrinho de sonhos
para abrir num amanhã qualquer.
Gasto agora.

Vivo o hoje.
Vivo a realidade dos meus sonhos,
escrevo agora minha história.
Prenhe de reticencias e pontos parágrafos.
ainda sem ponto final....

Cheguei há um momento de vida,
que posso e quero voar em plenitude
Lúdico em emoções, voar meu corpo,
voar meu consciente livre.

Me dar asas,
viver ao sabor do vento...!
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domingo, 15 de novembro de 2009

a falta...!



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Tenho o eco
do
teu gemido
gravado
no subconsciente
do meu desejo.


Excita-me a lembrança.
Excita-me o corpo.

Relembro teu compasso,
tua pele,
teu cheiro,
tua lingua
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T
eu jeito lascivo
e sem pudor de se deixar entrar.


Fecho os olhos,

e por um momento,
um descontrole de mãos,
e sem as tuas.
Teimam as minhas,
lambendo o ar que me rodeia
me finjo em ti
......
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terça-feira, 10 de novembro de 2009

sorrir....

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no inicio
fechou os olhos
chorou, gemeu.
depois riu
riu com força,
riu o roçar da pele, o galope do corpo
riu a fantasia de desejos acontecer,
riu o latejar da carne na carne.
riu os cheiros, o compasso alucinado
de sensações, de veias e pelos,
de arrepios e suores.
com a mão, buscou o encaixe,
se acariciou como em transe,
levou a ponta dos dedos enxarcados
à lingua,
pra sentir o gosto.
E
sem pudor,
me buscou o rosto.
me lambeu a boca.
Feliz,
sentiu-se enfim em gozo..
E
tremendo,
gemeu, chorou ,
sorriu...!

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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

O preço...








Fazem 20 anos, o tempo passou, voou, fugiu....Uma historia de amor, uma paixão intensamente
vivida, imensamente vivida. uma eternidade de 5 meses. Um tempo que valeu a
pena . Uma história, que não morreu numa saudade doída , mas continuou vivendo numa lembrança
saudavel. Foi como um filme, sem mocinhos ou bandidos, sem heróis ou vilões. Um filme que não
acabou, mas apenas mudou o enredo, mudaram os artistas. Ficou a consciencia de uma certeza que
a vida é assim. Não é feita para se machucar, nem para lamentos. A vida é feita pra viver e deixar
viver. Sorrir das lembranças e não chorar de saudades.
Em janeiro de 2000 voltei a Paris, fiquei
18 dias. A reencontrei , sorrimos, corremos a beira do Sena, andamos por Montmartre, ficamos
andando nas madrugadas, os mesmos bares, os mesmos hoteis, faziamos amor sempre que podiamos (e podiamos sempre),
refizemos tudo
do que tinhamos feito qdo chegamos à 1a vez em Paris. Foi só uma continuidade, com um lapso
de de tempo de 10 anos. Mas a vida segue. No último dia qdo sai de Paris, para passar 1 semana na
Italia antes de voltar ao Brasil surge Eloise no aeroporto de mãos dadas com um belo menino,cabelos
bem finos, quase louro, um olho azul esverdeado (uma mistura de céu e mar como ela dizia)
sorriso lindo, sincero, veio encarando como se me conhecesse. .

- Faz dez anos em Agosto...diz ela
-dez anos! repito
-olha filho esse é o amigo da mãe que eu sempre falo com voce.. Ele veio do Brasil e o nome dele é igualzinho ao seu,
Maurizio.
O auto falante me chama para embarcar, pego o menino no colo. Um abraço apertado, um beijo
ele brinca com meu cabelo. O coloco no chão.
-Voce já vai embora? pergunta ele, sem saber que eu já tinha ido embora há dez anos atras.
-Sim tenho que ir embora...de novo. respondi.
Olhei para ela , os olhos azuis de Eloise não me olharam, apenas sua mão apertava forte a minha...
Naquele momento 10 anos passaram pela minha cabeça.como um filme...
A historia se repetiu.
E a vida continuou e continua...
Mas tudo isso tem um preço...alto às vezes , e é preciso pagar !
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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

o erro...!

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queria,
ter todo o tempo do mundo
para lapidar meus erros.
Não conserta-los.
ter a consciencia do erro,
e faze-lo melhor.
Com mais intensidade, com pontualidade .
Despir o erro de toda roupagem mentirosa da desculpa.
Da obrigação do perdão.
Quero o erro pronto, justo.
Inabalável, irredutivel, feito.
Quero subir em cima do não deve,
ter o orgasmo do não pode.
E gozar o erro em toda a sua plenitude,
e ter a certeza que um dia,
ainda posso errar mais
conscientemente mais e melhor.

muito melhor...!
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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A palavra...a voz...o óleo...a mão....!


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Sou palavra,
que desperta e aguça,

o desejo nos teus prazeres.
A voz
que sussurra em teus ouvidos,

todos os teus arrepios.
O óleo
que molha o teu corpo,

na solitária madrugada das tuas insonias.
A mão
que dança febril em tua pele,

à urgência frenética dos teus dedos....!
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